natalia

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Psycho Channel - parte 1

Caros psicóticos, aqui estão os cinco primeiros episódios da nova temporada de Adorável Psicose, todos postados no canal do Zingo no You Tube:

2x01 - "A Ninja"


2x02 - "A corrida"


2x03 - "Os cinco estágios"


2x04 - "O gayzorcismo"


2x05 - "A depiladora alemã"

terça-feira, 5 de julho de 2011

Momento "Frankly my dear"


Não sei se vocês sabem, mas eu leio os comentários dos leitores. Melhor dizendo, eu leio todos os comentários dos leitores. Nem sempre respondo tudo, mas certamente acompanho o que vocês dizem por aqui.

Dia desses me deparei com essa pérola da interatividade virtual, deixada - é claro - por um leitor anônimo:

"Lendo seu blog, e vendo o seu programa, fico cada vez mais frio, cada vez mais desgraçado, obrigado por me mostrar claramente e me fazer ter a certeza de que mulher é realmente um bicho que não presta e que é assim que deveriam ser tratadas, ou pra ser mais suave e não desumano, simplesmente algo que não se deve dar muito importancia, porque realmente não é importante."

Bom, no meio de tanta misoginia, fica até difícil saber por onde começar minha interpretação. Mas vamos lá. Para início de conversa, sim, concordo, você é um desgraçado. Me arrisco, inclusive, a fazer três possíveis diagnósticos a seu respeito:

1 - Você é um psicopata cheio de ódio reprimido pelas mulheres que supostamente te esnobaram ao longo da sua vidinha medíocre. Mas não se preocupe, você ainda será famoso. Vai aparecer na tevê como o maníaco da fita crepe ou algo que o valha;

2 - Você é uma baita bichona reprimida, que desconta em nós o ódio por não ter coragem de pegar um Ricardão. Se Freud dizia que as mulheres têm inveja do pênis, você certamente tem cobiça-obsessão-meteoro da paixão;

3 - Você é uma bichona reprimida que virou um psicopata cheio de ódio reprimido. E eu tenho muito, muito medo de você, mona do mal.

Ainda assim, deixo aqui aquele bom e velho:

"Frankly my dear..."


quarta-feira, 22 de junho de 2011

Cala a boca, Galvão


Quando uma coisa é boa demais pra ser verdade, é porque geralmente não é. Não sei com vocês, leitores descolados e bem resolvidos, mas comigo costuma ser assim.
No começo, os caras (dizem que) gostam de mim. Dali a pouco, eles (enfatizam que) gostam muito de mim. E então eu penso, "é, quem sabe, de repente", e aí eu começo a gostar deles. Dali a pouco, eu passo a gostar muito deles. E quando eu penso que tudo vai dar certo, afinal, os dois gostam muito um do outro, algo acontece. Ou melhor, alguém acontece.
Tem sempre uma outra pessoa no meio do caminho.
Não que eu acredite em vidas passadas, mas eu devo ter sido uma destruidora de lares sem coração. Ou então, tenho um talento nato para escolher os que não me escolhem. Os que me escolheriam, eu certamente deixo passar.
Estou cansada desse déjà vu dos infernos. Já ouvi certas frases tantas vezes que elas nem machucam mais. Passam batidas, como aquela mulher que entrou no supermercado com uma faca nas costas e não sentiu nada. Eu vi no Fantástico uma vez.
"Gosto muito de você, mas" continua sendo meu hit. Seguido por "não me compare com os outros" e "não quero te magoar". Se houvesse uma playlist das minhas frustrações, essas três estariam no topo, tocando em modo repeat. Em (des)compensação, existe uma porção de coisas incríveis que eu nunca ouvi de ninguém.
Mas o que me deixa mais triste não é nem o fato de que as coisas podem (e provavelmente vão) dar errado. O mais triste é que eu não acredito mais que elas possam dar certo. Eu me restrinjo a ser uma mera observadora dos acontecimentos, daquelas bem chatas, que comentam em voz alta: "viu, eu sabia que ia dar merda."
Eu sou o Galvão Bueno da minha vida afetiva.


MÚSICA SUGERIDA pelo leitor Jeff Mendes.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Futuro do Subjuntivo


Nada no mundo me deixa mais frustrada e mais inconsólavel do que não acertar. São horas me martirizando, reconstituindo a cena, refazendo o momento exato do não acerto e imaginando como a vida seria muito melhor e eu seria muito mais feliz se não tivesse errado.
Na verdade, só existe uma coisa pior do que errar: errar de novo. Errar múltiplas vezes. Errar pra cacete. E eu já errei pra cacete.
Hoje, por exemplo, eu errei uma conjugação verbal. Três vezes. E eu me odeio por isso. Vezes três. Porque esse é meu ofício. Eu posso errar a conta do boteco - especialmente se eu estiver bêbada, o que geralmente acontece quando eu estou num boteco -, mas errar conjugação verbal é inaceitável.
É por isso que eu nunca levantava a mão para responder as perguntas dos professores. E ficava indignada quando a Ana Catarina me ouvia balbuciar a resposta e repetia em voz alta, como se ela fosse muito inteligente. Maldita Ana Catarina.
O dia em que eu levantei o braço e dei a resposta mais equivocada do mundo foi o dia em que eu decidi nunca mais arriscar. Estaria muda, mas nunca errada.
A mesma lógica se aplica aos meus relacionamentos afetivos. Depois de vários fracassos retumbantes, decidi ser mais do que muda. Virei um imenso bloco de concreto que não erra, e também não quebra.
O problema é que sempre haverá uma Ana Catarina ao lado, pronta para dar a resposta por você. E ela não terá medo de errar. Vai levantar o braço e berrar para a sala inteira ouvir. Malditas Anas Catarinas. Enquanto eu estiver frustrada e inconsolável, elas estarão equivocadas e infinitamente mais felizes.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Enquanto isso...


Gravando sete dias por semana, em processo de exaustão completa. Enquanto não vem texto novo, vou postar aqui o texto publicado na Revista de Domingo do jornal O Globo.

Onde se conhece alguém?

Em primeiro lugar, gostaria de deixar bem claro que eu não faço a menor ideia. Não sei o que se passa com os homens interessantes dessa cidade. Ao que parece, eles se escondem em algum porão secreto e, quando aparecem, já estão casados ou namorando. Ou então, o porão era uma espécie de armário e eles saem de lá sarados e fãs da Lady Gaga.
Uma amiga minha, que eu considero legal e descolada, disse que conheceu o namorado dela num samba. Concluí que eu também poderia perfeitamente conhecer alguém interessante num samba. Exceto por um detalhe. Eu não sei sambar. Quer dizer, quando o lugar está bem cheio e escuro, eu finjo que sei sambar. Tenho uma técnica infalível que consiste em mover os ombros e a cabeça como quem está sentindo a música e erguer as mãos com as palmas viradas pra cima (de preferência durante o refrão, quando eu também finjo saber as letras).
Mas como a técnica não inclui dançar em dupla, percebi que será bem difícil conhecer alguém interessante num samba. Talvez flertando num bar. Só não sei que bar. Aqui no Rio, só conheço bares com mesas para grupos de amigos ou casaizinhos. Ou grupos de amigos compostos por casaizinhos. E eu geralmente estou nessas mesas, como representante do número ímpar.
De todo modo, é impossível flertar nesse tipo de bar. Primeiro porque eu não sei flertar. Quando eu fixo o olhar em qualquer coisa por mais de cinco segundos, meus olhos começam a arder e a lacrimejar. Dali a pouco o cara vai achar que eu estou chorando porque estou deprimida.
Também não sei ser sedutora/sensual. Não suporto aquelas mulheres que ficam mexendo no cabelo de maneira sexy. Talvez porque meus cabelos sejam cacheados e não me seja permitido ficar mexendo neles de maneira sexy. Na única vez que tentei fazer isso, meus dedos ficaram presos no meio do caminho porque os fios estavam embaraçados. É por isso que se for pra conhecer alguém interessante, não vai ser nem num samba, nem num bar.
Uma outra amiga minha, que eu também considero legal e descolada, disse que conheceu o marido dela em uma boate. Aliás, falando nisso, qual é o termo atual para “boate”? Acho “boate” muito anos 60. E discoteca é super anos 70. Afinal, qual o nome que se dá àquele lugar insalubre e lotado onde uma porção de gente desinteressante se reúne para beber e dançar ao som músicas desagradavelmente altas? Uma terceira amiga minha, também muito legal e descolada, disse que o termo para isso é “night”. Tenho certeza absoluta de que se for pra conhecer alguém interessante não será nem num samba, nem num bar, nem na “night”.
Nossas amigas legais, descoladas e solteiras têm sempre alguém ótimo para nos apresentar. E eu sempre penso que se o cara fosse assim tão ótimo, as amigas iriam querer pra elas. Já as legais, descoladas e comprometidas entram numa de nos apresentar os amigos dos namorados delas. Outra roubada. Se tem uma coisa que eu aprendi nessa vida é que amigo de namorado de amiga NUNCA é interessante. Eles são sempre meio carecas, gordos e cheios de opiniões irritantes sobre vários assuntos. Quando aparece um mais bacaninha, pode ter certeza de que é comprometido.
Talvez as pessoas interessantes estejam no cinema. Ou numa exposição de um artista plástico incrível que eu não vou saber o nome porque não sou culta o bastante. Talvez essas criaturas estejam do seu lado e você não perceba. Ok, isso é totalmente mentira. Eu olho para os lados O TEMPO TODO e não vejo nada.
Ainda não descobri qual é o tal porão secreto onde os homens interessantes e solteiros do Rio se escondem. Se alguém ficar sabendo, por favor, me conte. Até lá, triste admitir, poderei ser vista circulando pela cidade, provavelmente em sambas, bares e “nights”. Talvez até saindo com amigos de namorados de amigas. E sempre, sempre olhando para os lados.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Tarte tatin


Você pode não acreditar, mas existem coisas mais difíceis do que pedir uma tarte tatin depois de duas garrafas de vinho num restaurante francês.
Por exemplo, é muito difícil continuar encarando uma pessoa com dignidade depois que ela entra no banheiro sem bater e te flagra naquela posição de-pé-com-joelhos-semiflexionados-para-não-encostar-no-vaso.
É igualmente difícil ser natural e espontâneo com alguém que sabe que você está interessado. Quando você gosta de um determinado ser humano, ele fica sabendo e você fica sabendo que ele ficou sabendo, o natural é que você volte a ter treze anos, na mesma hora.
O fato é que é quase impossível pronunciar tarte tatin quando se está bêbado sem parecer um gago ou um feiticeiro dizendo as palavras mágicas. Mas é ainda mais difícil pedir desculpas quando se é muito orgulhoso. Mesmo que as desculpas sejam merecidas.
Parece que elas ficam presas em algum tubo defeituoso do encanamento cerebral e lá estacionam, atravancando toda a enxurrada de mil perdões que estava pronta para desaguar pela boca. A mesma boca que se move tão facilmente e solicita de maneira habilidosa, quase cool, uma deliciosa fatia de tarte tatin.

sábado, 9 de abril de 2011

Adorável Psicose - 2ª temporada

Vocês já assistiram o teaser da nova temporada da série?



Vou confessar que eu só me dei conta de que andaria pela rua com a calcinha de fora às vésperas da gravação. Acho que, quando estou escrevendo, esqueço que a situação constrangedora é para mim mesma.

As madeixas cacheadas foram cortadas por Ricardo Moreno, dono de um dos salões mais lindos que eu já vi, o RM Trends.


O RM Trends fica no Leblon, na Av. Ataulfo de Paiva, 591. E os telefones são (21) 3435-8534/ (21) 9988-3623.

Divulgo na maior porque é super merecido!

Beijocas a todos e prometo atualizar mais. Tenho total consciência de que tudo que está acontecendo agora começou com este espacinho aqui.
 
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