natalia

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Todas as responsabilidades do mundo


Imagine que a vida é uma página em branco do Word. Eu me vejo diante dela, pensando em como preenchê-la da melhor maneira possível. Porque se a vida se resumisse a essa página, a pressão sobre o texto aumentaria drasticamente. É como se, de repente, cada linha escrita se tornasse uma decisão crucial. Cada escolha de palavra, cada vírgula, seria um caminho sem volta – não fosse, é claro, pela tecla “delete”.
A página em branco é promissora. Ela é uma utopia. Tudo, absolutamente tudo pode ser feito nela. E é justamente por isso que ela é o ícone emblemático do bloqueio criativo. Quando estamos diante de todas as possibilidades do mundo, escolher uma delas se torna uma tarefa quase impossível.
Tenho vinte e sete anos. Faço parte da geração que foi apresentada à internet na adolescência. A partir daí, um universo de novas possibilidades se abriu e continuou se expandindo. Quando nos demos conta, a vida se tornou uma página em branco do Word. Só que online. E ditada por dois conceitos básicos da modernidade: a obsolescência e o banco de dados.
As pessoas da minha geração – e mais ainda das seguintes – passam a vida toda oscilando entre o passado e o futuro. O primeiro porque as timelines facebookianas, os históricos de e-mails e mensagens, o armazenamento quase que eterno de todo o conteúdo já postado na história da internet, não nos deixa esquecer jamais de que não podemos nos esquecer jamais. O banco de dados é para sempre e nosso passado nos condena. Para sempre.
Quanto ao futuro, já faz tempo que a Deus não pertence. Porque se pertencesse seria moleza. Ninguém sofria de depressão na Idade Média. Peste negra, sim. Ataque de ansiedade, certamente que não. E quando o futuro a nós pertence, voltamos àquela página em branco do Word. Aliás, eu juro que o Word não está patrocinando este texto.
Eu sei que é clichê dizer isso, mas vivemos numa época em que o futuro se torna obsoleto muito rápido. Tudo é muito “last season”. O único fator invariável é a nossa permanente insatisfação. Somos incapazes de nos sentir plenos porque a plenitude está relacionada com o presente, o agora. E por mais contraditório que isso possa parecer, as novas gerações não vivem o agora.
Fico assistindo a Mad Men, uma das minhas séries preferidas, ambientada nos anos 60, e fico pensando sobre como devia ser a vida daquelas pessoas. Outro ritmo, sem dúvida. Mas, principalmente, muito menos possibilidades. Nossos avós, e até mesmo nossos pais, viveram num tempo em que o campo de escolhas era bem mais restrito. Era tudo muito mais simples. Não tão simplório como na Idade Média, claro, até porque já existia a psicanálise e a solução para os problemas mentais não se resumia a trancafiar pessoas numa masmorra.
Tenho a impressão de que os jovens dos anos 60 e 70 viviam mais o presente. Nada mais “aproveite o agora” do que o LSD. Minha primeira e derradeira experiência lisérgica foi marcada justamente por ter sido a única – eu disse única – vez em que eu me senti vivendo o momento. Foram as horas mais plenas da minha vida, ainda que eu saiba que foram horas sintéticas.
E por que eu não me sinto assim no meu dia-a-dia? A resposta é inevitável. Página em branco do Word. A pressão pelo texto perfeito ou pela vida perfeita torna tudo muito mais aflitivo. Vivemos nesse limbo entre as frustrações passadas e as aspirações futuras. Entre um e outro, todas as possibilidades do mundo. É lindo, é poético, e é terrivelmente assustador. Porque escolher uma possibilidade implica em não escolher todas as outras. Toda ação carrega junto de si o peso de centenas de milhares de negações.
Eu, por exemplo, já passei da metade deste texto. Minha página em branco já não está mais tão em branco assim. Eu fiz escolhas dentro desse vasto, quase infinito campo de possibilidades. E vou ter que viver com elas. Eu e você, meu cúmplice, que está lendo.
Posso estar redondamente enganada, mas acredito que esse medo de escolher, esse bloqueio criativo da vida real, está, em última instância, ligado ao mais “roots” de todos os medos – o inexorável medo da morte. Quanto mais possibilidades nós temos, mais consciência tomamos de nossa condição efêmera, pois somos confrontados com o velho dilema de “o que fazer antes de morrer”. E queremos fazer tudo. Queremos ir para todos os lugares, conhecer todas as pessoas interessantes, trilhar todos os caminhos até esgotarmos todas as opções possíveis e existentes.
E nesse meio tempo, perdemos de vista o agora. É como se nossa geração tivesse assinado um compromisso velado de, haja o que houver, jamais perder tempo vivendo o presente. É um fardo que carregamos por termos sido contemplados com todas as possibilidades do mundo. Temos uma página inteira em branco, com todas as letras, símbolos e algarismos a nossa disposição e, mesmo assim, nos pegamos constantemente insatisfeitos com as palavras que formamos.
Se transpusermos isso tudo para a vida afetiva, então, fica mais que evidente qual é o cerne das nossas frustrações. Mesmo princípio da página do Word. Quanto mais possibilidades nos são apresentadas, mais inseguros ficamos. A incerteza é a única constante. Temos dúvidas sobre nossos sentimentos, dúvidas quanto aos sentimentos do outro, medo de nos tornarmos obsoletos, medo de repetirmos os erros do passado. E permanecemos insatisfeitos, especulando, especulando. Sempre olhando para os lados, em busca.
Não sou presidente de nada, mas “nunca antes na história” tivemos tantos caminhos a nossa frente. Tipo agora. Bem agora, quando você termina de ler meu texto, o mesmo texto que escrevi em minha página em branco. Aqui reside a prova incontestável de que toda escolha resulta em consequências. Estamos hoje diante de todas as possibilidades e todas as responsabilidades do mundo. Só não sabemos o que fazer com isso.

152 comentários:

  1. 'É lindo, é poético, e é terrivelmente assustador. Porque escolher uma possibilidade implica em não escolher todas as outras.'

    Excelente.

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    1. A possibilidade é sempre um risco.
      A página em branco é o infinito.

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  2. Fantástico Natalia... Reflexão que diz muita coisa para meu dilema dessa madrugada. E da anterior. E da outra.

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  3. E esse texto define o que eu eu pensei nos últimos 4 anos (:
    Sensacional com sempre Natalia!

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  4. Eu acho que, sob certo aspecto, nunca estivemos tão sozinhos quanto nos dias atuais. E nunca nos sentimos tão pouco especiais.

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    1. Não sei se nunca estivemos tão sozinhos...Eu pelo menos não posso dizer isto, só consigo afirmar o que vivo e o que reflito...não consigo dizer da vida de pessoas no passado, pois não posso sentir o que outros sentiram. Sou quase uma balzaquiana rs, logo não tenho idade para falar do passado, posto que não refletira sobre isso quando eu era adolescente e tal.

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  5. Max Weber na veia! Rsrs Muito bom!

    Ass.: Vanessa

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  6. eu me identifiquei com o texto , sou muito fã da adoravel psicose seja na versao da internet ou da tv , amo-te minha adoravel psicotica , me considero psicotica tb , desejo-te felicidades

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  7. a vida ta estranha com tanta tecnologia nos sentimos sozinhos com tantos carros demoramos a chegar aos lugares, com tanto dinheiro ainda somos pobres

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  8. nossa, ler banco de dados, obsolescencia, etc, fez eu me sentir de volta a faculdade com os professores batucando isto em nossas cabeças. Parabéns pelo texto nathalia, muito bom.
    Eu sempre imaginei que o blogueiro sentasse na frente do pc com o blog aberto e começasse a escrever. Foi interessante saber o word faz parte da sua vida. bjus

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  9. Essa história de "página em branco" é meu grande dilema, pois sou uma pós adolescente, no segundo ano de faculdade, morando sozinha e com a 'monstruosa' obrigação de preencher essa bendita página com alguma coisa válida. Acho que pior que a página e as inumeras possibilidades, são as cobranças.

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  10. que bela página em branco de word Natália! beijo!

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  11. hum... certo Natália, entendo seu ponto de vista. Até porque, se raciocinarmos um pouco, chegamos à conclusão de que a ignorância... é irmã da felicidade (ou vice-versa).

    Sabe quando eu estou com bloqueio... eu simplesmente não escrevo nada (é redundante isso eu sei). E o que eu faço? Bom, primeiro eu fico ciente do meu bloqueio, mas o aproveito da seguinte maneira: - faço caminhadas para refletir sobre a vida (com o medo danado de não chorar lá fora, (pra ninguém ver minhas fraquezas..), leio diversos textos em blogs, seja uma peça à qual tô lendo ou mais um romance que eu elejo para ser meu companheiro de aventuras (meu companheiro naquele momento constrangedor enquanto todo mundo tem alguém com quem conversar naquele maldito cursinho pré-vestibular, eu eu me faço de interessante e vou lê-lo, assim finjo que não estou tão só... mas quando de TPM, prefiro ficar só ao quadrado), bem, resumindo a minha estratégia... é isso, eu leio, leio e leio e faço caminhada pra pensar. Até porque o momento do bloqueio, também faz parte da gente, é natural. Já pensou a frenese que seria se a gente fosse criativo o tempo inteiro? putz, não dá! Seria a maior doidera.

    Mas eu também acho... que quando sabemos algumas coisas, e partir desse conhecimento, tiver que ser mais responsável ao escrever... não deve ser algo ao pé da letra. Senão a gente pira. Acho que devemos nos permitir, o despimento de tudo (ou quase tudo) que a gente sabe. Como se fossemos aquele menininho que disse que o rei estava Nu. Sim... todo mundo (sabia) que o rei estava nu. Mas todo mundo fingia que na verdade aquela era uma roupa (tipo a nova sensação do momento, do último estilista top tudo and personal tabajara do rei. Tendes o que eu digo? Se a gente não se permitir, brincar, levar a vida leve... é capaz de simplesmente adoecermos (não que não possamos adoecermos, também temos esse direito). O que eu digo é isso... de deixarmos esse fardo que é você carregar todo um mundo de responsabilidades nas costas. Porque não somos os únicos. Até um rei... por mais poderoso que seja em termos econômicos, seja pelo cargo que ele ocupe, no final, ele não é melhor nem pior do que um simples menino de dez anos de idade que não tem emprego, que é sustentado, etç e tal, ou seja, ninguém é melhor que ninguém. Sim, claro que... seria muito melhor ser o menino, que não sabe quantas pessoas estão passando fome no estado vizinho pelas estatisticas que estão ali na mesa do rei, e ele ter que tomar a decisão do que fazer, do que ele pode ou não escrever, porque iriam criticá-lo mesmo ele escolhendo o caminho A ou o B. Okay. Só que do mesmo jeito, sempre alguém vai críticar suas escolhas, faça você o que tiver de fazer... ou não. Até mesmo quando não fazemos nada lá vem os mimimi's, as críticas. Então cabe a gente... mandar tudo isso auto-explodir, ligar a tecla ''lá-lá-lá'' e nos permitir, ser um pouco mais leve... nos permitir um pouco, por alguns momentos, ser apenas um menino.

    quanto à area afetiva, não é bem assim que a banda toca. Não é que haja oferta... porque há oferta, MAS.... nosso coração escolhe (SOZINHO) apenas uma pessoa. Então nem adianta você ficar com quem você quiser ficar... ou namorar, ou etç tal e tal e coisa, se tu ainda ama aquele carinha (mesmo depois de uns dois anos que vocês se separaram). É assim pra todo mundo. Eu por exemplo, cansei de falsos prazeres, e opetei por ficar só. Sim. Decidi que enquanto eu não sentir algo em sua plenitude (amor + desejo físico + todas aquelas coisas que sentimos (como ficar nervosos e vermelhos e frio na barriga e mega tudo tudo), que eu simplesmente não ficarei com ninguém mais enquanto não houver esse pacote completo. Se não ocorrer... a minha mão nunca me deixou na mão, além de ficar olhando as fotos, os poemas ouvindo aquelas músicas tristes e bregas altas horas da madruga (mesmo com quase 12meses após a separação do meu primeiro relacionamento recíproco e real que tive na vida.

    Enfim... deu pra sacar o recado do teu texto. Abraço ;)

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  12. Clap, Clap, Clap!! Excelente!! Vc conseguiu colocar em palavras o que eu sinto! Vc é minha Drªa Frida! Uma excelente semana pra vc! Bjuuu!

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  13. Tem uma moral absurda neste teu texto, aliás em todos! Bem reflexivo na minha opinião.
    Abraço ;D

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  14. Natália Klein, uma de minhas porta-vozes oficiais. Congratulations! (ou não heheher)

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  15. Acho que mais uma vez o seu texto reflete o que "muitas pessoas queriam dizer". Também estou na fase dos "vinte anos", tenho 24. E como vários aqui, acabei de terminar minha faculdade e vivemos a terrivel escolha do que fazer a partir de agora. E sim, sao infinitas as possibilidades. Mas infelizmente para nós, as escolhas não podem mais ser muito bem pensadas, devem ser feitas ao sopetao eis que a concorrencia é grande, em todos os sentidos. Talvez as décadas passadas tivessem sido mais tranquilas. Mas fazer o que, o mundo que vivemos é este. Então vamos continuar à correria e às eternas escolhas, porque hoje em dia quem para fica para tras,.

    Maria Lara

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  16. Se todas as páginas em branco do "Wordlife" (nosso programa diário de existência) fossem preenchidas assim, com tanta coerência despojada, seria menos difícil acordar todos os dias, não?

    Afinal, até pra quem comenta, a página está em branco. E eu penso: Será que todas as pessoas que entram aqui - e que deveriam se deleitar com suas palavrinhas - leem o que a srta. escreve?

    Eu sempre vejo um bom texto como um diálogo. Logo, você teve um sucesso aqui. E talvez nem todos saibam ser completos sem ser prolixos, mas eu tento sempre estimular quem escreve com meus "pontos de vista".

    Logo, eu penso que esse feedback é fundamental para lhe estimular nos próxims posts. Talvez não o suficiente para você começar sem o temido branco inicial, mas como uma espécie de trilha sonora que te deixa calma e envolve seus dedos num novo desafio.

    Gostei daqui.

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  17. Excelente...
    aliás... mas que medo,putz!

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  18. Ótimo tempo, seu blog é espetacular! Parabéns!

    =D

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  19. Ah Natália, meu nome é Natalie e tenho a mesma idade que você e também compartilho dessa mesma angústia de estar sempre insatisfeita por mais que a vida esteja caminhando aparentemente bem.

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  20. A cada texto você se supera! Este foi fantástico!
    Bom saber que não somente você divaga sobre a vida ao se deparar com a página em branco do word, já me peguei muitas vezes com pensamentos semelhantes aos que você alinhou no texto.
    Um dos melhores textos que já li, ah, vou compartilhar, ok?
    Abraços

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  21. É, eu estava justamente comentando isso com minha irmã há alguns dias. Somos parte da geração Y. Precisamos chegar ao auge da carreira antes dos 30, encontrar o amor da nossa vida, casar e ser felizes para sempre, tudo isso pra ONTEM. Vivemos de auto-cobrança e pressão pela perfeição em todas as áreas da vida: pessoal, profissional, etc. E, principalmente, vivemos de futuro! Adorei a comparação com a página em branco do word, é bem assim que até eu mesma me sinto, como se devesse preencher essa página da melhor forma possível. No finalzinho, também me identifiquei bastante com você, não sei viver o presente em relacionamentos. Me pego analisando o tempo inteiro se dará ou não dará certo, se estou fazendo tudo certo, se a pessoa está fazendo tudo certo. Um saco isso. Já dizia meu pai, viver de passado é depressão, viver de futuro é ansiedade e viver de presente, isso sim, é felicidade. Estou em busca disso! Beijo, querida!

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  22. Estou passando por um momento delicado da minha vida com meus 27 anos ... depois de 7 longos anos de muitas alegrias lutas sem fim mortes tristezas e muito amor, o casamento acabou ... O divorcio chega, e como nao fui eu quem terminou me sinto assim ..com uma pagina em branco, tendo que fazer novas escolhas que implicam em consequencias que seram marcantes pro resto da minha vida, curiosamente conheci o adovel psicose por meio de um "peguete" ... apaixonei pelo seriado ... vim conhecer o Blog, me encantei tambem ... e ... como era de se esperar .. fui fazer analise. Nossa se eu pudesse gritar aos quatro cantos do mundo que TODOS DEVERIAM TER UM TERAPEUTA ... o mundo seria muito mais feliz e nossas paginas em branco poderiam ate continuar em branco escrevendo e apagando .. mas elas seriam mais colorias no fundo .. o branco já nao seria mais uma obrigação e sim uma REAL opção. Obrigado Querida Natalia, muito sucesso pra voce hoje e sempre.

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  23. A pagina sempre vai estar em branco e é você quem decide o que nela escreve. Claro que há sempre o medo de que as pessoas não gostem do que você escreveu mas o importante é agradar a si mesmo. Todos temos planos demais para o futuro, inclusive você, eu acho (rsrsrs) mas é importante viver o agora. Criar espectativas só nos deixa deprimidos, porque nunca é do jeito que a gente sonhou. Viva todo dia como se fosse o ultimo, faça o que quer fazer, mas não se esqueça: na vida não há a tecla Delete, então as suas atitudes é que irão definir o seu futuro. Bjoo, tudo de bom pra você!!

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    1. É claro que há tecla de delete, querida. É ótima, aliás, superrecomendo...

      Muito útil para todos os dias em que, mui bêbadas, queremos ligar para a mãe de todos os nossos ex-namorados... Maldito plano de celular, que sempre tem crédito nos momentos mais inoportunos da vida *-*

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  24. Uauuu! Muito legal! Como já disse alguém que comentou, genial!
    Temos medo, muito medo. Queremos tanto viver que acabamos possuídos pelo medo de não viver. Somos a geração que tem tudo nas mãos, mas não sabe o que fazer com isso.
    Parabéns, guuuuria! Continue arrsando!

    Gurias, já conhecem o meu blog? Venham conhecer o que há de mais gostoso nessa vida de uma forma muito mais divertida! Só acessar www.gostosurasmaistravessuras.blogspot.com e se divertir! ;)
    Beijos,
    Pri

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  25. As vezes fico um tempinho sem vir aqui e aí quando volto fico louca pelos textos e volto a ler tudo de novo. Acho que já da pra recitar alguns deles. Parabéns pelo trabalho!

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  26. Nossa sem palavras... Esse texto resumiu todo meu sentimento frente a vida. Adoro seus textos por isso!! Faço hoje 30 anos, e nesses anos todos a angústia por tantas escolhidas a fazer e tantas possibilidades sufocou o presente. A folha em branco do word impera!!!!

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  27. Caraca, eu já te adorava, depois desse texto, você é minha ídola n°1!!
    Quando sai teu livro? =)

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    1. E "O Alienista Caçador de Mutantes"?

      Ouvi dizer que o coautor é fera =)

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  28. Adoro a maioria das coisas que vc escreve, sou fãzona, mas não sou o tipo de fã que se cega e acha que tudo que seu 'ídolo' ou 'pessoa que admira' faz é bom... Achei esse texto meio fail. Sua descoberta, voilá, é nossa angústia de todos os dias. Bauman escreve lindamente sobre isso. Espero que você se re-inspire e que ressignifique essa fase difícil em sua vida! Ressignificar é preciso!

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    1. Acho fail quem fala fail.
      Fail e feio.

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    2. Bauman, Weber... e quantos mais! Se pensarmos que tudo que já foi escrito nao pode ser reescrito sob a nossa própria ótica, nada mais poderia ser escrito!

      Cláudia Souza

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    3. Ainda bem que você não se cega, colega... O nome disso é demência.

      Mas quer saber? Opinião própria é ótimo, quando não é uma merda. Aconselhar os outros, porém, me parece um jogo para dois...
      Enquanto a Natalia se "re-significa", vá "re-ler" a "Libertas quae sera tamen um mala".

      De repente você realmente se resolve por lá...

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  29. Que texto!
    É a nossa eterna insatisfação de ser, nunca é suficiente, sempre queremos mais e mais. Acredito que este seja o sentido da vida. Porque, se conseguirmos preencher toda a página em branco, o que virá depois?

    Descobri seu blog e seu programa de TV recentemente e já virei sua super fã. Parabéns pelo trabalho!

    Abraços,
    Miriam.

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  30. Eu escrevi um livro sobre isso. A dificuldade de se lidar com o excesso de possibilidades. Fala muito das mesmas coisas que você falou. Chama-se "Recalculando a rota": http://www.facebook.com/Recalculandoarota

    Adoro tudo o que você escreve, Nathalia! Beijo enorme!

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  31. Texto Adorável³ ao cubo infinito!
    Parabéns!
    p.s.sempre que leio seus textos me sinto "sua cúmplice", ler isso explicitamente no seu texto, me faz pensar (psicoticamente)que foi escrito para mim ... :D

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  32. Lindo, Nathalia! Voce escreve muito bem. Parabens! Delicada com as palavras, suave em seus pensamentos...sou sua fa. Queria ser sua melhor amiga! Rsrsrs

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  33. Quer ser minha melhor amiga? Nossa, eu ia me divertir muuuito..TIPO: MUUUITO!

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  34. sacal isso. ando down exatamente nesse sentido. crise dos 27, deve ser.. hoje liguei pra saber sobre psicólogos, vou marcar. só não sei se isso vai me ajudar. medo da morte eu não diria. ando meio fã da morte num afã de me safar da vida. =/ (aí, o leitor, apavorado, diz: marca logo esse psicólogo!!)

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  35. Incrível ler tudo isso,depois de horas de reflexão e tentativa de colocar num texto algumas descobertas e sensações muito particulares que vivi nos últimos dias!Natália,cosmicamente,você chegou à parte da conclusão que venho tentando chegar.Cada uma de nos com suas angústias,mas as duas com o mesmo medo.Toda descoberta sobre nós mesmos é magnífica e assustadora!Ao menos,podemos nos envaidecer disso:não seremos efêmeras na vida de ninguém e,principalmente,não seremos espectadoras de nós mesmas!Viva todas as páginas que preenchemos e as que estão por vir! Libertador! Beijos! ;)

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  36. Eu particularmente não vejo tantos defeitos em ter tantas duvidas, acho que assim refletirmos mais e sei lá... Acho que nosso tempo impõe que vivamos sempre o agora, o passado e o futuro paralelamente.

    Talvez estamos em tempos de mudanças, somos a geração do sei lá. Mas não somos nenhuma das velhas fiadeiras da linha da vida. Quando você não escolhe, vc já faz uma escolha.

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  37. A vontade de ter mil vidas, mil escolhas, mil cortes de cabelo, tudo agora e ao mesmo tempo. Bom saber que não estou só :)

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  38. "Vivemos tempos líquidos.Nada é para durar" Zygmunt Bauman
    E você, sempre com bons textos!!

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  39. Gostei mesmo do texto! De fato, é um dilema de nosso tempo.
    Tenho um professor que também se formou na ECO e ele fala a mesma coisa sobre "escolher uma possibilidade implicar em não escolher todas as outras". Isso é algum tipo de doutrina do curso?

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  40. daqui aproximadamente 100 dias o mundo acaba... e com ele os problemas de bloqueio criativo de todos os escritórios... fica susse então...

    JOPZ

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  41. deve ser por essas pressão toda que o mundo coloca e que nós nos colocamos que estou extremamente estressada. Boa reflexão, como sempre!

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  42. É sempre bom e estranho perceber que mais gente vive como vivo, nesta eterna ânsia de futuro, com a vontade de fazer tudo, com a impressão de nunca estar fazendo o suficiente, sempre querendo mais e escolhendo com medo de escolher.

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  43. viver o momento é uma das coisas mais dificeis e mais prazerosas que se tem sabe não pensar no amanhâ nem no momento seguinte parece quase um luxo pra poucos que sabem a hora certa de ficar off line sem preocupações e a hora de ficar online e se preocupar

    muitas pessoas buscam riqueza achando que isso significa o mesmo que felicidade ,mais felicidade mesmo não seria viver o sonho pagão de não ter com o que se preocupar viver o hoje ,acender um cigarro como quem não se importa com o amanhã por que sabe valorizar o hoje

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  44. é como diria o poeta raul "faz o que tu queres pois é tudo da lei"

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  45. Minha geração...criada com os joguinhos eletrônicos e sem internet ainda...foi muito iludida pelas novelas de todos os horários possíveis e imagináveis...assim,crescer e acreditar numa realidade sem final feliz é bem difícil,frustrante e amargo...visualiza aí menininha,#beijodepressivo.

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  46. Me lembrou aquela peça Todas as Belezas do Mundo.

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  47. Adoro os seus textos! E gosto do conforto de não estarmos sós. =)

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  48. Hoje, eu aos 27 anos, me encontro exatamente assim: Uma página em branco, do Word é claro. Mas acho que a função delete não funciona muito bem... ao menos para as páginas passadas...

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  49. E não saber o que fazer com isso, querida Natalia, é o que torna a vida ainda divertida. Não acho que precisemos saber exatamente sobre cada passo que vamos dar, mas precisamos, pelo menos, ter alguma ideia da direção a qual rumamos. Sabendo aonde queremos chegar, continuar caminhando se torna uma opção menos frustrante =)

    Sem correções gratuitas hoje, ok?

    Até

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  50. Toda vez eu venho aqui só pra dizer que achei seu texto genial. E se o word em branco da sua vida for preenchido tão bem quanto são os words em branco dos seus documentos, acho que você vai ter feito as escolhas certas. E tomara que a gente digite uma tecla de cada vez.

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  51. Eu adoro tudo o que você escreve e dessa vez não foi diferente..

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  52. Belo texto! Eis a prova de que você é mais do que uma comediante: é uma escritora e, acima de tudo, um ser pensante. Espero poder ler mais textos como este no blog. Um abraço e sucesso!

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  53. Sabe, Natalia, quando queremos carregar todas as fitas do mundo ao mesmo tempo, acabamos derrubando tudo, sacomé? Ainda mais se elas estiverem sem etiquetas, caos total!!!

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  54. Eu sempre quis explicar isso. O texto é perfeito.

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  55. Parabéns Natália! Sou muito sua fã e compartilho muito de seus desabafos. Adoro o seriado e o blog sempre, igualmente, fantástico. Grande abraço, Giovana Fontana, Caçador/SC

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  56. Este comentário foi removido pelo autor.

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  57. Estou eu sofrendo do mesmo dilema nesta pequena página em branco, o que escrever? Elogiar e correr o risco de, em meio a tantos elogios, perder a qualidade de suas profundas locubrações, ou ser frio e calculista não dando assas ao seu ego. Sou metade vítima, metade cúmplice, separado pela distância, mas inexplicavelmente ligado pela dúvida.

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  58. "Somos incapazes de nos sentir plenos porque a plenitude está relacionada com o presente, o agora"

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  59. Natália, vc é incrível! Fica até redundante de parabenizar por mais esse texto. Impressionante como me "vejo" neles. Um espelho de mim. Bjs e muiiiiiito sucesso! Sou sua fã.

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  60. Indescritível a minha reação diante deste texto, mas vou tentar me contentar em descrevê-lo como "Incrível!". Excelente trabalho, Natalia. "A incerteza é a única constante" - sem mais.

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  61. A incerteza é a única constante. Temos dúvidas sobre nossos sentimentos, dúvidas quanto aos sentimentos do outro, medo de nos tornarmos obsoletos, medo de repetirmos os erros do passado. E permanecemos insatisfeitos, especulando, especulando. Sempre olhando para os lados, em busca.

    Sinceramente este texto mudou meu dia (...) Parabéns , parabéns mesmo Natália

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  62. Posso usar o seu texto como base para uma pregação na igreja? Gostaria de poder ler alguns trechos, mas só o farei com a sua autorização.
    Eu o usaria para falar exatamente da importância de tomar decisões bem pensadas.

    Obrigada.

    Pra. Sarah Portela
    Igreja Sara Nossa Terra - Taguatinga/QNL - DF

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    1. Sarah, pode usar o texto, mas saiba desde já que eu não sigo nenhuma religião.

      Beijos!

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    2. Muito Obrigada!
      Usei o texto na semana passada.
      Ilustrou perfeitamente a palavra sobre decisão e responsabilidade.
      Não pare de escrever e eu não pararei de ler. :)
      Att,
      Pra. Sarah Portela

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  63. As páginas em branco e as opções: Os carmas da minha vida.

    Natália maravilhosa(...) Parabéns, sou sua fã!!

    Sucesso!!!

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  64. Oi Gt, a sensação de se ter opções é muito melhor do que esgotarem-se as opções e encontrarmos o beco sem saída.
    Valeu Natália, novo texto e nova história.

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  65. Sou apaixonada demais por você, puta que pariu.

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  66. Lá estava eu, escrevendo meu lindo email, quando apareceu um bando de aleluias (aquele mosquito enoooorme) na janela, do lado de fora. OK, eu pensei, elas não vão passar pela janela. Mero engano. Quando dei por mim, já estava tentando matar uma que havia magicamente conseguido passar pelo vão da janela. Aí, ela grudou na lâmpada, e se eu tentasse bater nela, ia acabar estourando a lâmpada, o que não era bem o que eu estava tentando fazer. Aí, eu comecei a apagar a luz para ela sair de lá. Aí, como se fosse um filme surreal, brotaram uma, duas, três aleluias da lâmpada. P. Q. P. Quando voltei, já haviam seis. Meu Deus. Então, intoxiquei meu quarto com detefon e tirei o notebook de lá e fui p sala. Ah, falando nisso, olha duas aí, voando na lâmpada. Bom, fuck it.

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  67. Você sabe muito bem como usar as possibilidades para criar um texto maravilhoso. Beijos.

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  68. Acho que você pode estar enganada sobre a base o seu pensamento. Sim, todo pensamento usa uma base de dados, para ficar na sua metalinguagem, para poder se expreessar e ganhar vida. Ocorre que tudo isso que você diz existe apenas com o cursor piscando à sua frente. Não é real. Arranque a tomada da parede e o mundo inteioro de bytes acaba. Uma espécie de matrix. Então, quero dizer o que? Que não existe nada que não esteja no mundo real. O que sai do mundo real pode parecer real, pode ter sons e aparências, fazer coisas, ter até cheiros, pode te amedrontar e coisa e tal, mas não resiste a um corte na luz. Por isso, se serve pra você , posso dizer que trabalho com informática e só. Mas vivo dentro do mundo real. E pratico o desapêgo. Você não pode se apegar a coisa alguma nesta vida. Posso te falar que o amor existe e que todos os sentimentos existem também. Mas só valem enquanto fazem o seu coração sentir . E o coração é um orgão de fogo ! Não passe horas nem perto do micro. Não imagine que aquilo que você vê tem um mínimo de verdade. O micro é um processador que trabalha com a eletricidade, fechando e abrindo circuitos com base numa linguagem binária inventado por um ou mais caras que não tinham coisa alguma pra fazer, porque a coisa se deu há mais de 5000 anos. E você, nem eu , podemos responder à seguinte pergunta: por que razão esses ou aqueles caras não foram fazer pastéis ? por que não foram andar pela Ásia ? Por que trancar aquelas meninas nos palácios e amarrar os pés deleas? Simples: eles tinham fezes de crocodilo na mente ! ?E agora, depois de 5000 anos, não é justo que você abra uma página de uma coisa que não eixste, sumariamente não existe, e entre em pânico. Pare com isso. Se você trabalha com um, veja como uma máquina de escrever. Se você trabaha com outra coisa , claro que irá topar com essas melecas. Mesmo no seriado que você fala, pode observar pequenas tranqueiascolocadas no cenário: máquinas para jogar um maço de cigarro na sua mão, máquina pra jogar um refrigerante na sua mão. Um carro puta pesado pra cocê sentir a expansão do tamanho do seu corpo e pra sentir que aquilo substituiu os seus pés e te projetou mais longe do que se havia imaginado... Quando você olha um dos telefones da série pode pensar que , quando o telégrafo foi inventado, pela primeira vez na história não era preciso você estar cara a cara com o barbado pra poder mandá-lo , educadamente por inferno .....e quando inventaram a bicicleta ela aumentou o tamanho dos seus passos e quando inventaram o cinema ele criou coisas que não aconteciam e, pela primeira vez, você podia sonhar o sonho dos outros. Então, pense. Não ocorre só com voc~}ê estar à frente do word. Feche essa porcaria . Vá ver um filme, vá comprqar um sapato e uma linguerie, ligue para o cara que te dá tesão e saia com ele. Puxe um kiff, porque é melhor que a maconha mas não dáparanóia alguma.Vá à Califôrnia ver o Big Sur e fumar um G13 , que é produzido pelo governo americano, no estado onde nasci(Carolina do norte), que deixa você maneira e sem paranóias e faz com que você perceba o tempo das caravelas , quando um carinha levava 40 dias pra tentar atravessar o Atlântico para matar índios na floresta e cavar a tera pra levar ouro pro patrão e ganhar cargos no eino e, no fundo, vivia assim até fazer uns 40 anos e o rei lhe dava um pé na bunda porque sempre a fila andou e tudo aquilo foi real e sem tudo aquilo não haveria o word piscando na sua frente. Portanto, não deixe um câncer te levar. Saia pra ver o mundo.

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    1. Pcesar, a página em branco do Word é uma metáfora. Acho que você levou a coisa muito ao pé da letra.:)

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    2. Queridíssima Natália!
      Em primeiro lugar, gostaria de dizer que já li o seu blog inteiro e realmente me surpreendo como cada texto consegue ser melhor que o outro.Não gosto de "rasgar seda",mas você,sem dúvidas,é uma das melhores escritoras de todas que já li(isso se não for a melhor!).Os textos dispensam comentários de tão excelentes.E você,além de LINDA,é MEGA INTELIGENTE.Muita gente fala isso,mas eu realmente me identifico com quase todos os seus textos.Só posso dizer duas coisas:obrigada por escrever tão bem e Parabéns!
      O único fato que me intriga muito é o despeito de algumas pessoas que saem "vomitando",quer dizer,falando tantas ASNEIRAS dos seus textos,como o tal "Pcesar".Um outro,o "Anônimo",que nem nome tem (coitado rs),tentando corrigir erros de português que não existem!Mas sabe o que eu mais gosto?É que suas respostas(até desnecessárias,diante de tanta besteira)são FENOMENAIS!!!
      Beijões...

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    3. hahaha tipo Sheldon... BAZINGA (sópode!)

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  69. Você é como uma página em branco cheia de borrões, riscados e garranchos. Tem tanta coisa colada numa página só que deu nisso: Tua cara de espanto.

    Lindo texto. "_"

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  70. Me identifiquei muito com o texto, até porque eu to passando por um momento de acordar pra realidade. Infelizmente, ou não, não sei, tudo que tu disse no texto é verdade. Chega ao ponto crítico, de que o fato de sabermos que não vivemos o presente se torna mais um dos fatos que nos arrependemos.

    Adoro teus textos e sempre acompanhei o blog, desde o iniciozinho. Não costumo comentar, mas esse texto passou muito perto de um momento meu também.

    Obrigado, bjos.

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  71. https://www.facebook.com/NataliaDaDepressao

    Sua página no Facebook.

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  72. Primeiro Natália, brigada por existir! Sério, soa estranho né? Mas não se espanta ñ, é que acho q vc ñ tenha ideia de quantas psicoticas vc conforta/representa nesse país.Bem, sou uma e convivo com muitas, partilhamos nossas psicoses e angústias geralmente nas mesas dos bares(dos mesmos bares) da nossa cidade, Fortaleza. Aqui a situação anda bastante crítica, se no RJ os homens interessantes, solteiros e heteros se escondem num porão, aqui eles devem está no mínimo em um poço profundo sem corda pra voltar. Bem, em todos os episodios q pude assistir graças ao youtube, me encontrei em vários trechos. Incrível, eu e minhas amigas, as quais eu apresentei o adoravel psicose, ficaram pretéritas com cada nóia nossa representada em uma pessoa só e na tv, ainda mais. Transformamos nossos micos e fracassos afetivos em humor, e isso nos alivia tanto, nossa! No meu caso nem conseguimos exprimir tanto minha psicose pela influencia do meu signo capricórnio que me impede de exibir as fraquezas, tudo fica corroendo por dentro.Ai, mas só de saber que ñ estamos sozinhas, poxa...É, acho que já excedi o limite normal de caracteres de um comentário, então é isso, brigadão e continue psicótica amiga - ou nosso desejo é deixar de ser?

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    1. Se você permitir, Fabíola, faço minhas suas palavras!

      Bia

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  73. Esses comentários provam que Natália continua psicótica como sempre XD

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  74. Obrigada Natália!
    (Não consegui responder lá em cima)
    Fico feliz em saber que você não segue nenhuma religião. Eu também não.
    Religião mata, Deus vivifica.
    Um abraço.

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  75. Que bom que a escolha pra preencher sua folha em branco neste post foi esta. Eu estava precisando deste texto... =)

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  76. Viver o presente hoje em dia é praticamente impossível, e quando a gente tira aquela tarde pra relaxar e simplesmente não fazer nada bate aquela culpa. Eu tenho essa péssima mania de sempre querer que as coisas aconteçam logo, fazer o que se tem pra fazer de qualquer jeito e sempre me arrepender depois, desejar voltar e consertar os erros. É um ciclo de sempre tentar moldar o futuro da melhor forma, fazer merda e depois glorificar o passado, antes da merda. Sempre querendo fazer viagens no tempo pra depois ou antes, nunca agora. Agora é o pior. Dá pra dividir minha vida em vários pacotes com etiquetinhas "antes da merda" e "depois da merda".

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  77. Natalia, você acredita em astrologia?

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  78. Acho que esse vídeo tem tudo a ver com teu texto: http://www.ted.com/talks/lang/pt-br/sheena_iyengar_on_the_art_of_choosing.html?source=facebook#.UDJetZsIfXM.facebook

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  79. Medo de ficar velha e realmente se dar conta, se dar conta mesmo, de que nossa geração foi marcada por ilusões, nada mais do que isso. Que tudo o que fizemos foi projetar, alienar o presente.

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  80. Oie Natalia... Estava com saudade dos seus textos, adoro todos eles. Não tenho muito o que debater, acho que já está bem claro, só vim falar que amei!!! beijão, sucesso sempre!!!

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  81. ai... ler seu texto hoje... ai...com todas as possibilidades e responsabilidades que possam ser pertinentes às adoráveis e necessárias RETICÊNCIAS... é tão isso!

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  82. NATÁÁÁÁÁLIAA( como diz a Beth, srsrsrs )
    Sei que você não vai ler meu comentário, mas mesmo assim não posso deixar de comentar. Sinceramente, gostaria muito de saber de ondee sai tanta inspiração. Particularmente, não saberia expor melhor essas ideias. Mas uma vez está de parabéns, não só pelo texto, mas por nos fazer parar e pensar em como estamos escrevendo nossas "histórias". Sei que você é muito ocupado com tudo e etc, mas por favor, não demore tanto para dar o ar da graça por aquii.
    Beiijos ♥

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  83. Gostei demais, será que você é a detentora da caixa de Pandora.

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  84. http://jovemironias.blogspot.com.br/ entrei no meu blog *-*

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  85. É mais do que uma afirmação pra mim. Seu texto passa uma verdade de tudo. Bom saber que não só eu que tenho esses pensamentos. Parabéns. Adoroooo seus textos...

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  86. às vezes penso que melhor seria se nao me fossem apresentadas tantas possibilidades, tantos caracteres... Mas ás vezes sinto que posso estar redondamente enganado e que cada possibilidade negada pode me tornar mais orgulhoso ou arrependido... rs

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  87. A página branca exige preenchimento em uma geração habituada a pagar pelo "pronto e rápido". Vencer o medo é ousar preenche-la com liberdade de criação. Pra quê dizer tudo diferente nesse Word se as vitrines cedem cartilhas em pdfs para baixar? Enquanto o branco recebe suas transcrições de um caminho, um novo Word surge, como esse que fez chegar até aqui. Adorei esse universo.

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  88. - Ela é tão livre que um dia será presa.
    - Presa por quê?
    - Por excesso de liberdade.
    - Mas essa liberdade é inocente?
    - É. Até mesmo ingênua.
    - Então por que a prisão?
    - Porque a liberdade ofende.

    Clarice Lispector

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  89. De fato , é um fardo que vamos levar .-. mais é como disse que toda sua escolha tem uma consequência! e infelizmente com isso vimos que a felicidade plena ou a satisfação é praticamente inexistente!

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  90. Querida Natália. Percebi que você está muito existencialista ultimamente, mas adorei o texto, sua escrita continua inteligente.

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  91. Oi, Natalia, acabei de retornar. Vivo de viajar e vejo coisas e mais coisas e talvez isso, mesmo na medida em que abre a minha mente , passa tudo no coador da vida. Então eu te peço. Se puder, me explique ametáfora que eu não pude sentir no seu texto. Vai me ajudar muito poder te compreender, já qutodos os dias acordo com uma folha em branco na minha mente e sinto que vou precisar escrever aquele dia. Talvez você possa me explicar. Obrigado por responder.

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  92. Página em branco - a pior de todas as prisões.

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  93. Seu blog é lindo, muito fofo mesmo*0* parabéns!! Já estou te seguindo amada =))

    Convido voce e suas leitoras a conhecer meu blog

    toobege.blogspot.com

    Beijinhoooos ;**

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  94. Natália, eu ADORO seus textos mas esse foi sem dúvida o que eu mais me identifiquei! INCRÍVEL! Parabéns!
    Andava pensando exatamente nisso, escolher uma coisa é não escolher um monte de outras coisas e essa insegurança de escolher errado é sempre mt presente!
    Eu nos meus 17 anos acho q faço parte do grupo que vc citou, tão preocupada com o futuro e com um pé no passado q acabo não vivendo plenamente o presente.
    Estava exatamente nisso antes de começar a ler seu texto, só q na minha cabeça estava tudo meio misturado e confuso, vc a decifrou transcreveu e me ajudou a me entender.
    Nessa sua sessão de analise aqui no blog acho que você é a melhor analista!

    Bjos

    Beatriz

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  95. Hj teve video novo no canal do Zingo. Grato Natália pelo alívio cômico na nossa lida.

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  96. Texto foda!

    Nada a declarar (fora isso)...

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  97. komm du Schwein
    Stirb du Schwein
    Ich bin doch nicht gemein

    estou compondo os três primeiros versos...tanta declinação...

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  98. Possibilidades demais deixam qualquer um agoniado. Pelamordedeus, dá vontade de chegar e dar uma intimada no destino: escuta aqui, amigo, decida-se; diz que tenho todas as possibilidades no tal do livre arbítrio mas não tenho porque estou destinada a algo? Qualé? É bipolar? Vá se catar, sr. destino de uma figa.

    Tá desabafei.
    Enfim, conheci seu blog através de uma leitora que me disse que seus escritos são parecidos com os meus, do mesmo tipo de psicose. E não é que são? Vixe! hahaha

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  99. Começei a ler seus textos e simplesmente fiquei fascinado com sua escrita. Parabéns pelo talento de transpor em palavras algo que muitos pensam ou descobrem que pensam ao ler.
    Sua inteligência é excitante!

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  100. Caraca... achei fantástico... vc conseguiu expressar a angústia da nossa geração, que (quase) todo mundo sente e (quase) ninguém consegue explicar.

    Parabéns!!!!
    Não sei pq fiquei tanto tempo sem voltar aqui...

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  101. Encaminhei o link desse texto para minha esposa e ela fez o seguinte comentário pelo MSN:

    "que legal o texto
    beem legal
    tipo... muiiiito legal"

    A imaginação do "hand movement" fica por nossa conta.

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  102. Seu blog é a minha única diversão aqui no meu trabalho, logo, espero ansiosamente por uma nova postagem, pois já li todas até agora. Sei que é muito ocupada, mas por favor, escreva logo! E não, por mais que pareça que estou exigindo, estou simplesmente IMPLORANDO!

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  103. Belo triste texto.. um misto de Freud e Schopenhauer, suas consultas com a doutora Frida andam em dia? rrsrsrsr Mas, falando um pouco seriamente: Que tal um pouco de Cabala e viver o momento presente sem se preocupar com o futuro? Aqui, Agora!!! Shalom!!!

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  104. Então é assim, começa a namorar e esquece do blog? :(

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  105. Ahhh Nathália!! Poxa, atualiza o blog!! Saudade enorme das suas reflexões!!

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  106. Incrível. Descreveu meu momento. Me senti dentro desse texto, angustia define.

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  107. Prometo que volto pra ler tudinho aqui.
    mas agora passando pra conhecer, me re
    conhecer e te seguir.
    Ok?
    Ahhh,
    tambem te espero la no meu canto.
    bjkas

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  108. POR FAVOR... Já faz mais de um mês! - chorando desesperadamente - precisamos dos seus textos...

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  109. Então Nathália, o que te traz aqui? kkkkkkkkkkkkkkk já sei que depois disso vem gargalhada minha... Nathy, nunca pare de escrever, você tem um dom maravilhoso, não deixe seus psicóticos sem suas palavras que nos fazem pensar. Um beijo grande da sua fã numero 1!!! Daniella de Castro.

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  110. Às vezes eu tenho saudade da menina do gato na gaveta e do "Para o meu, para o meu passar", essa mesma, que escreveu esse post lindo...

    Você tem escrito tão pouco aqui, Natalia, que qualquer dia vai até esquecer de como se faz uma postagem.

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  111. Natalia, gostei muito do texto... e o mais interessante é observar as reações diversas que essas palavras provocam nas pessoas que as leem. Muitos comentários doidos! rsrsrs Fico feliz de existirem pessoas talentosas como você no mundo e que apesar de receberem críticas negativas desnecessárias continuam acreditando no que fazem... isso é inspirador! Obrigada! e Parabéns!

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  112. Temos braços pequenos demais querendo abraçar o mundo.
    "Mundo mundo vasto mundo..."
    Eu não sei, gostava mais de mim como uma adolescente insegura. Ser adulto cansa e me machuca, por ter que tomar decisões, e por ter que dizer adeus.
    Adeus aos relacionamentos que criamos, adeus os nossos familiares que começam a partir, adeus às amizades que fazemos naquelas viagens fantásticas.
    É meio que isso mesmo que você falou sobre a morte. E tomamos consciência dela aos poucos, dia após dia... com esses pequenos 'adeuses'.
    Na real, às vezes eu só queria minha caneca de café, um cachorro e meia duzia de algumas pessoas.

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  113. Aproveita essa fase ;-) Não é tão ruim assim!!!!
    bjkas, Déa Schuschu

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  114. Adoro seus textos, de verdade, escreva mais! Publique um livro, juro que compro e indico pra todo mundo para que você possa lucrar e viver disso. Apenas divulgue-o bem, ai saberei que você lançou <3

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  115. Exatamente! Quando as possibilidades se expandem nossa primeira reação é a insegurança. O problema é que isso gera pessoas que não vão a lugar algum, completamente focadas em si ou, sendo mais pessimista, focadas nas imagens que ela criaram de si.

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  116. Começo com minha folha em branco do comentário, antes de escrever qualquer coisa decidi ler os outros comentários, bons, com entendimentos, extensos, e muitos, tipo muitos^^.
    Bom, senti como se com suas palavras fosse nos arrastando à compreender sua angustia ou apenas conhecimento. Sei que o branco travador so pode ser vencido com o fluxo de nossa indignação que destrava tudo por onde passa. Um adepto e frequentador dos colegas da Dra Frida fico muito contente que abordem esse assunto de nossas mazelas de maneira tão inteligente e pura. Sou seu Fã Nathalia é pq não uma de minhas seletas divas e manda um bj para o zingo^^

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  117. Estou facando cada vez mais fã dos seus textos
    Parabens!

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  118. " Temos dúvidas sobre nossos sentimentos, dúvidas quanto aos sentimentos
    do outro, medo de nos tornarmos obsoletos, medo de repetirmos os erros do passado. E
    permanecemos insatisfeitos, especulando, especulando. Sempre olhando para os lados,
    em busca." Fantastica.

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  119. Grotescos erros de ortografia. Consciência se toma? Ou se toma consciência? Utilize, ao menos, o corretor ortográfico no google.

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  120. Adorei! Li o texto e depois todos os comentários. Aliviei a mente e não resisti em transcrever o que o colega digitou acima: "Portanto, não deixe um câncer te levar. Saia pra ver o mundo. "
    Respondeu sobre a página em branco?

    Eu gostaria que a autora mesmo respondesse... :)

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  121. Natália, você é fantástica!
    Não só pela qualidade de seus textos, mas principalmente pela qualidade das suas ideias! Você consegue dar voz aos sentimentos mais obscuros que sentimos mas não queremos ver... Nos faz mais humanos...
    Obrigada por compartilhar seu dom com todos nós!

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  122. Nossa, gostei muito do texto, parabéns, muito bom mesmo.

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