natalia

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Da Série: Psicose Épica


Tenho evidências de que haverá outros

Afetivamente falando, sempre fui meio retardada. Passei todos os anos da escola tendo romances imaginários com garotos que provavelmente nunca trocaram mais de três palavras comigo (sendo que uma delas devia ser meu apelido, que eu odiava).
Meu primeiro beijo foi aos quinze, um atraso de pelo menos três anos em relação a quase todas as minhas amigas. Incluindo aquela dentucinha de aparelho que andava curvada para frente e que eu nunca achei que fosse ficar com alguém antes de mim.
Aos quinze anos, eu dava início a minha vida afetiva no mundo real, fora da minha cabeça e das fantasias meticulosamente arquitetadas ao longo dos anos.
O rapaz em questão era irmão da minha melhor amiga da época, e se chamava... bem, vamos chamá-lo de Evidência nº1.

Evidência nº1
Oito anos mais velho que eu. Foi, sem dúvida, meu primeiro amor. Ou melhor, minha primeira fixação. Fui secretamente apaixonada pelo rapaz por cerca de um ano. Passava finais de semana inteiros na casa dele, em frente à praia. Era uma cidade pequena e tudo fechava cedo. Então pássavamos a noite jogando cartas, vendo filmes ou só conversando. Várias vezes fiquei sozinha com ele enquanto todos na casa dormiam. Mas nada acontecia, nunca. E quando algo estava bem próximo de acontecer, quando não restava mais nada além de um grande silêncio, daqueles bem convidativos, que praticamente equivalem a uma placa em neon dizendo "Beija! Beija!", quando tudo estava a meu favor, eu simplesmente entrava em pânico e fugia. (Fugia no sentido figurado, tá? Eu juro que não saía correndo pela casa gritando feito uma pudica molestada.) Eu inventava uma desculpa qualquer e ia embora.
Mas numa certa noite aconteceu. Meu primeiro beijo. Lembro como se fosse hoje, foi um dia 12 de junho. Eu estava nervosa, tinha medo de que tudo que acontecesse dali para frente fosse aquém das minhas expectativas. Confrontar a realidade implicava na iminência de destruir o que já era perfeito nas minhas fantasias.
Não deu outra. Na semana seguinte, quando cheguei na casa da minha amiga, lá estava ele com uma garota. Não era exatamente bonita, mas também não posso dizer que era feia. Era uma garota. Outra que não eu.
Mais tarde ele disse que gostava muito de mim, mas não queria se envolver com ninguém - frase que eu viria a ouvir mais algumas vezes ao longo da minha vida afetiva.
Arrasada e sem nada para fazer nos finais de semana seguintes, resolvi me inscrever num curso que iria ocorrer aos sábados e domingos, durante dois meses. Foi lá que conheci aquele que chamarei de Evidência nº2.

Evidência nº2
Depois de um ano completamente obcecada pelo irmão da minha melhor amiga, jamais pensei que iria conhecer alguém novo tão rápido. E foi muito rápido. Depois do primeiro fim de semana com ele, eu tinha certeza de que estava fodida. De novo.
Em pouquíssimo tempo, já havia mudado o objeto das minhas fantasias. Ao término daqueles dois meses de curso, a Evidência nº2 passou a ocupar de maneira plena o espaço deixado pelo seu antecessor. Só que, mais uma vez, platonicamente.
Lembro de estar numa festinha com ele e milhões de placas em neon piscando "Beija logo, caralho". E nada. Primeiro porque eu não calava a boca. Não sei se vocês sabem, mas eu tenho uma habilidade extraordinária de tagarelar por horas. Hoje em dia, eu uso esse know-how para enrolar os caras durante primeiros encontros desinteressantes. Só que, na época, era uma defesa. Eu morria de medo do que poderia acontecer quando tudo o que eu havia imaginado virasse realidade. Eu preferia que não virasse. No fundo, eu sabia que os romances inventados na minha cabeça eram insuperáveis.
Só fui reencontrar a Evidência nº2 alguns meses depois. Mas, àquela altura, ele não estava mais sozinho. Carregava uma baixinha de cabelos encaracolados a tiracolo. Bonita. Quer dizer, inha. Bonitinha. Era tudo que ele precisava para se tornar minha nova obsessão: ser inatingível.
De qualquer forma, nos meses que se seguiram, passei a explorar novos horizontes. Coincidentemente, foi na mesma época em que abriram umas boates novas na cidade e eu comecei a experimentar bebidas com teor alcóolico mais relevante.
Quando eu conhecia alguém nessas circunstâncias, não havia nenhum tipo de expectativa. Era tudo mais leve e fácil. E acabava ali. Tanto que, para garantir que o caso não se estendesse, eu fazia questão de dar o número errado. Ou desligar o celular no dia seguinte. Qualquer coisa que evitasse uma aproximação maior. Vez por outra, eu esbarrava com a Evidência nº2.
Levou dois anos para que algo finalmente acontecesse entre nós. Estava esperando um táxi em frente a um teatro quando ele parou ao meu lado e perguntou:
- Quando é que você vai sair comigo?
Congelei por alguns segundos. Com o olhar ainda fixo na parede descascada da casa em frente, eu respondi:
- Se você não estiver namorando a baixinha, amanhã - concluí, sentindo meu rosto ficar cada vez mais quente.
- Eu não estou namorando ninguém - ele rebateu, sorrindo.
Virei meu rosto uns trinta graus em direção a ele, só para conseguir vê-lo. Sorri de volta. Mas antes que tivesse chance de tomar qualquer iniciativa, meu táxi chegou.
- Me liga - eu disse, me dirigindo ao carro.
- Eu não tenho seu telefone - ele respondeu, de longe.
Então gritei para ele o número. O número errado. E entrei no táxi, confusa com o que havia feito.
- Para onde a gente vai? - o motorista perguntou, enquanto andava a uns 10km/h.
Num impulso incontrolável, abri a porta do carro e andei depressa em direção à Evidência nº2. Olhei nos olhos dele, respirei fundo e dei o número certo. Depois voltei para o táxi e disse para onde a gente ia.
No dia seguinte, a Evidência nº2 me ligou e finalmente tivemos nosso primeiro encontro. Mas quando ele me levou de volta para casa, tive uma sensação estranha de que não o veria de novo tão cedo. Achei que fosse paranóia e deixei pra lá.
Só que eu estava certa e o cara sumiu do mapa. Só fui saber dele muito tempo depois. Parece que ele tinha entrado em algum tipo de crise, queria trancar a faculdade, se mudar e o caralho. Quando reapareceu, ele disse que gostava muito de mim, mas não podia prometer nada naquele momento.
Durante quase dois anos, nos víamos com frequencia irregular, às vezes com intervalos curtos e muitas vezes com intervalos maiores, que chegavam a durar meses.
As coisas só ficaram diferentes quando ele soube que eu iria me mudar da cidade. Passamos a nos ver todos os dias, dormíamos juntos quase todas as noites, ficamos inseparáveis.
Faltando poucos dias para eu ir embora, estávamos no meu quarto conversando sobre algum assunto bobo. Ri de alguma coisa que ele disse, levantei e fui até a cozinha buscar um pedaço de bolo. Quando voltei, tive uma espécie de epifania ao vê-lo deitado na minha cama. Foi ali, naquele instante, que eu soube que haveria outros depois dele.
E houve.

Evidência nº3
Ficamos amigos muito rápido. Mesmo senso de humor, mesmo gosto musical e uma diferença de altura de quase 10cm, mas eu tentava não focar muito nisso. Conversávamos por horas sobre qualquer assunto e nem sentíamos o tempo passar.
Quando nós ficamos pela primeira vez, ele já havia me contado sobre pegar rapazes. E não, eu não estou falando daquele penteado escroto. Ele realmente ficava com homens. Esporadicamente.
Já estávamos super próximos quando ele foi passar as férias sozinho em outra cidade. Me peguei fazendo vários planos para a volta dele, quando meu telefone tocou. Era ele, todo serelepe, contando que tinha conhecido um cara.
Como expliquei, nós éramos, antes de tudo, muito amigos. E eu era uma das únicas que sabia do segredinho dele. Não havia muita gente para quem ele pudesse ligar e contar a novidade. Hoje em dia, eu lembro disso e acho engraçado. Apesar da Evidência nº3 nunca ter dado pinta de veado, ligar para a melhor amiga só para contar que conheceu um cara é a coisa mais mulherzinha do universo. Eu devia ter desencanado ali.
Em vez disso, continuei fixada no rapaz por vários e vários meses. Porque a gente se dava tão bem, era tudo tão fácil, tão confortável. E o beijo dele, meu deus. Era o melhor até então (e como eu sei que a Evidência nº3 vai ler esse texto e começar a se achar, eu enfatizo: o melhor até então).
Foi difícil abrir mão dele com tantos indícios de que daríamos certo. Exceto pelo fato de que ele pegava rapazes. Cada vez mais frequentemente. E eu, na verdade, nunca concordei muito com o conceito de bi-curioso. Pelo menos não para homens. Não existe dar a bunda só de curiosidade. Não é como experimentar uma cozinha exótica. Tipo, "humm, gostei, o que é isso, curry?". Não, cara! É a sua bunda! Para alguém chegar perto dela, você tem que querer muito. Não rola bancar o Pedro Bial e dar só uma espiadinha.
Por isso eu acabei superando a Evidência nº3 . Uma coisa é o cara dizer que gosta muito de você, mas não quer ser envolver, ponto. Faz você questionar uma porção de coisas, inclusive a si mesma, achando que o problema é com você. Outra coisa é o cara dizer que gosta muito de você, mas prefere homens. É totalmente diferente. Ser gay é um argumento inquestionável.
***
Depois dele, fiquei quase dois anos em um limbo emocional. Não por coincidência, foi a época mais boêmia da minha vida. Saía quase toda noite, conhecia toda sorte de rapazes aleatórios e tinha pelo menos um primeiro encontro por semana. Esses, quase nunca passavam do terceiro e, quando passavam, me cansavam em pouquíssimo tempo. Vivi uma espécie de apatia sentimental e tédio profundo. Ninguém parecia capaz de me tirar daquele estado catatônico.
Até surgir a próxima evidência e bagunçar tudo.

Evidência nº4
Estava tudo uma merda. Não achava trabalho na minha área e minha vida profissional era uma piada. Passei o final do ano avaliando a qualidade dos picolés nos pontos de venda da Kibon. Nada contra quem sempre sonhou em avaliar a qualidade dos picolés nos pontos de venda da Kibon, mas tudo o que eu queria naquele Natal era um trabalho que me pagasse para escrever. E eu não escrevia há séculos. Faltava inspiração e tudo o que eu produzia era uma série de textos ruins e inacabados.
Foi em janeiro do ano seguinte que eu conheci a Evidência nº4. Na verdade, eu já conhecia o sujeito. Ele era muito amigo da minha melhor amiga. Era tão amigo, mas tão amigo, que eu poderia até dizer que eles eram primos. Ok, eles são primos. Droga, eu jurei pra mim mesma que ia mudar alguns elementos para não explanar demais a história. Enfim, agora foi. Desculpa, Arthur. Droga, fiz de novo!
Quando comecei a sair com a Evidência nº4, eu não estava nem aí para nada. Há muito tempo que não me interessava de verdade por ninguém e só saía com homens com quem eu não me importava. Depois que ficamos pela primeira vez, comecei a agir como vinha agindo nos últimos dois anos. Era evasiva e tentava dar o perdido sem parecer que estava dando um fora. Exemplo típico: o cara manda um torpedo dizendo "Quer fazer alguma coisa hoje?" e você responde que não pode. E nem vai poder nos próximos dias porque está - ai, que clichê - super enrolada com várias coisas.
Só que a Evidência nº4 não caiu nesse truquezinho barato. Todos os homens até então teriam engolido essa, mas ele foi sagaz e rebateu com "Vem cá, isso quer dizer que você não pode sair, não quer sair ou não vai sair comigo?" e me desarmou completamente. Saí com ele no mesmo dia.
Depois do terceiro encontro, eu já sabia que ia me foder. De novo. Sabe aquela sensação de que as coisas não vão dar certo? Uma vozinha miserável que sussurra, "sai fora enquanto você consegue". Pois é. Se você nunca ouviu essa voz, parabéns, você não é esquizofrênico. Eu ouvi e resolvi ignorá-la.
Poucos meses depois, quando eu já estava completamente caída pela Evidência nº4, o tempo começou a mudar. O céu ficou encoberto e o vento fazia as janelas baterem, tornando necessário fechá-las de uma vez. "Gosto muito de você", ele disse, enquanto eu já antecipava o que estava por vir. Já não conseguia deixar de associar alguém gostar muito de mim com alguém estar a ponto de me dar um fora. "Gosto muito de você, mas vou tentar resolver as coisas com a minha ex".
Ai.
Acho que de todos os foras, aquele foi o que mais me abalou. Porque eu vinha de um longo período de anestesia afetiva. Conhecer a Evidência nº4 foi como tomar uma injeção de epinefrina à la Pulp Fiction. De uma vez só, eu voltei a acreditar em todas as fantasias que eu alimentava anos atrás e que há tempos havia deixado de lado. E, também de uma vez só, em pleno exercício dessas fantasias, eu me vi obrigada a reprimir todo aquele sentimento e guardá-lo de volta em algum lugar obscuro onde ninguém nunca mais haveria de mexer.
***
Ao longo daquele ano, eu tive certeza de que todos os livros de autoajuda mentiam para as pessoas. Ok, eu já sabia disso. Mas naquele momento não restava nenhuma dúvida. Todo aquele papo sobre o mundo estar cheio de gente interessante é mentira. Uma das mentiras mais cruéis que alguém pode contar. O mar não está cheio de peixe. O mar é a Baía de Guanabara! Tá cheio de porcaria e óleo!
Cheguei a ensaiar um casinho ou outro, mas nada muito relevante. A reviravolta só se deu no ano seguinte, com o reaparecimento da Evidência nº4.

Evidência nº4 - o retorno
Foi tipo um reset no sistema. Começou tudo outra vez, do ínicio. Em janeiro, no verão, pouco antes do carnaval. Déjà vu total. E paranóica do jeito que eu sou, já esperava que tudo acontecesse como no ano anterior. Nesse caso, o deadline seria no final de março, antes do meu aniversário, no dia 27.
Mas me enganei. O deadline foi exatamente um dia depois do previsto. Dia 28 de março. Foi quando tudo começou a dar errado. Porque depois desse dia, ele passou a dar sinais claros de que não queria nenhum tipo de envolvimento mais sério. Passava vários dias sem ligar ou mandar mensagens, quase nunca estava livre na sexta ou no sábado e nunca me via mais de uma vez por semana. Praticamente um aviso de "mantenha distância" ambulante. Mas eu escolhi continuar. Poxa, eu sou tão legal. Vai que, né?
Mas não. Depois de março, foi só ladeira abaixo. Especialmente depois que eu perguntei mais do que devia e ouvi o que não queria. Sim, ele estava comendo outras mulheres. E não, nada indicava que ele pretendia mudar de ideia quanto a isso.
Merda. Estava fodida. Refodida.
Devia ter ouvido aquela vozinha que me disse para sair fora enquanto eu conseguia. Porque, àquela altura, eu já não conseguia mais. Mesmo depois de ouvir várias vezes que ele gostava muito de mim, mas. Tem sempre um mas no meio do meu caminho. Ele gostava muito de mim, mas não estava pronto para se envolver. Clássico. Se fosse futebol, seria um Fla-Flu.
Continuei saindo com a Evidência nº4 por mais alguns meses até cansar daquela rotina de sair com ele/ esquecer que na verdade ele não queria ficar comigo/ dar para ele/ lembrar que na verdade ele não queria ficar comigo/ me sentir péssima/ parar de ligar/ ligar/ sair com ele.
Para garantir que eu não cairia em tentação e para livrar-me do mal, amém, apaguei a Evidência nº4 do meu messenger. E do meu celular, apesar de ainda saber o número dele de cor.
Deve ter funcionado porque, em menos de um mês, do nada, eis que surge uma nova evidência.

Evidência nº5
Esse foi o mais inesperado. Mesmo. Primeiro porque eu não estava procurando. E, ainda que estivesse, minha busca teria outros termos - certamente haveria um rigor maior no quesito altura.
Foi a primeira vez que eu nem precisei sair de casa para conhecer alguém. Veio por fibra ótica, via internet banda larga, numa troca de e-mails que normalmente não teria passado do segundo ou do terceiro, no máximo.
A coisa evoluiu tão rápido que, quando eu me dei conta, já estava fodida. Dessa vez não deu nem tempo de pensar antes. A vozinha sequer teve a chance de anunciar o fim inevitável a que todos os meus relacionamentos até então se encaminharam. "Gosto muito de você, mas".

Eu costumava pensar que, com o tempo e as porradas, eu iria me fechar cada vez mais. Mas eu me enganei. Porque as evidências só provam o contrário. Cada vez menos eu me sinto apegada às minhas fantasias e cada vez mais eu me vejo aberta para todas as possibilidades do mundo real. Eu estou...como se diz... crescendo. Aliás, crescendo não que eu já tenho 1,78cm e tá de bom tamanho.
Tenho evidências de que haverá outros. E depois dos outros, mais outros. E, numa dessas, em vez daquele mas xexelento, alguém vai dizer: "Gosto muito de você e, por isso mesmo, é óbvio que eu não vou a lugar nenhum. Agora para com essas bobagens e volta logo pra cama".

39 comentários:

  1. foi legal identificar os personagens ahauahua e conhecer alguns! soh fiquei em duvida sobre o principal da serie anterior (if you know what I mean). Foi o 2 ou o 1?

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  2. Adorei, rsrs.
    Muito bom o texto, super engraçado, como todos os outros.
    Me divirto sempre com seus textos e seu humor no ponto certo.

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  3. Perfeito! Já te falei por telefone, mas preciso registrar aqui, o texto está perfeito. Adorei. Parabéns!

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  4. Parece que vi um filminho. Adorei. E saudades da evidência no 3.
    Bisous!

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  5. vim comentar e li que os comentários anteriores são familiarizaos com as tuas 'evidências'... eu não conheço nenhum, mas identifiquei todas as minhas 'evidências' lendo o teu texto! adorei, como sempre!
    bjos

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  6. Surtos insanos e psicóticos ao ler 'que o mar não está para peixe...'adoreii!!! E que nossa vida se compõe de evidências e 'estou fodida'... inegável ... mas vamos que vamos!!! Adorooo teus textos!!!

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  7. Todo mundo acima disse um pouco do que eu ia escrever. Então deixo claro em uma palavra: perfeito!

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  8. Me identifiquei mto com o texto... eu mesmo já tive algumas dessas "evidências" na minha vida!

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  9. Sensacional! Vi tua apresentação de trabalho final na ECO e desde então acompanho teu blog. Nunca comentei nem sei porque, mas esse eu não poderia deixar de registrar minha total identificação. Acho que "mas" é a palavra mais maldita que pode existir para uma mulher apaixonada, envolvida, encantada ou coisa que valha!
    Parabéns!

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  10. Seu blog é sensacional! O conheci na semana passada e acho que ja li todos os posts!

    Parabéns!

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  11. quanto surto! juro que tentei ler tudo, mas, apesar do post estar otimo, to com sono; continuo amanhã...
    Ah, seu blog vem sendo uma leitura frequente nos ultimos meses. e olha que eu nao gosto de ler.

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  12. Sem dúvida, um dos melhores textos que li nos últimos tempos. Além, claro, de saber que eu não sou a única a levar foras de maneira, digamos assim, ridículas.

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  13. Meninas,
    Brigadão! Estava com medo de ninguém ler o texto até o final, porque ele acabou ficando enorme. Que bom que vocês gostaram. Fico feliz, pelo menos os foras serviram pra alguma coisa. E como disse a moça Insana, vamo que vamo.

    Vivi,
    Você assistiu a defesa ou o ensaio com a Fátima? Aquele ensaio foi vergonhoso... eu sentei na frente da turma só pra me dar conta de que eu não tinha preparado nada. Parecia um daqueles pesadelos em que você está num palco, com platéia lotada e não sabe qual é a peça que está encenando.

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  14. Rodrigo e Diego,
    Eu sei que vocês não são meninas. Quer dizer, espero, né. Beijão pra vocês também.

    E vê se volta pra terminar de ler, Diego.

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  15. As always, seus textos sao impagáveis!!! Adorei e me identifiquei com algumas evidencias. A última parte "..e, por isso, nao vou a lugar nenhum. Pare de bobagem e volte logo pra cama." Ainda vou ouvir.. pq tem sido sempre: "gosto muito de voce, mas..."

    Bjoks,

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  16. ...gênia...varias pérolas, tipo "refodida" ai, meu deus, hahahahhaha!!!

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  17. fui refodida ontem ( no bom sentido, se é que tem bom sentido nessa parada..rs) e como sempre me identifiquei com suas neuroses. Mt bom messsmo!

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  18. aimeudeus eu fui a evidencia 4 de alguem :(


    (viu debora, nem só as mulheres se identificaram com o post. o que nao quer dizer que os homens nao sejam, de fato, meio idiotas)

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  19. cara, sabe o que eu acabei de perceber lendo os comentários?! Que realmente os homens são muito idiotas mesmo, porque todas as mulheres que comentaram aqui conseguiram se ver no post!
    sério. acho que alguém tinha que avisar que eles tão pagando esse papel....


    estamos crescendo....... ui. medo.

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  20. entao, diego, o problema não é que os homens não conseguem se identificar com a história. o problema é o papel com o qual eles se identificam. vc foi a evidencia 4 de alguém. assim como o seu melhor amigo deve ter sido a 1 de outra, e um outro amigo mais afastado foi a 3 de mais uma outra........... enfim. vcs são evidencias e nós sempre continuamos a querer colecionar evidências.

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  21. apesar de estarmos em estados diferentes, creio que tenhamos o mesmo evidencia nº4.

    MUITO igual!

    hahahahaha

    ótimo texto! me ajudou nos momentos de insônia

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  22. Valeu, meninas!

    Só não decidi ainda se fico feliz por vocês se identificarem ou extremamente pessimista com a conclusão de que estamos todas na mesma merda. Tava aqui torcendo pra alguém escrever "olha, comigo era a mesma coisa, até que uma vez... e desde então tem sido tudo ma-ra-vi-lho-so". Mas ninguém disse isso. E se dissesse eu ia achar que era mentira.

    Alice,
    Vai que é o mesmo cara? Sai viajando o Brasil contando a mesma história...

    Mari B!,
    Se você tivesse sido refodida no bom sentido, eu juro que você não teria pensado nas minhas neuroses. Juro.

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  23. Diego,
    Todo mundo já foi evidência de todo mundo. Eu mesma já devo ter sido evidência de alguém. Ou alguéns, vai. Que eu sou um pedacinho de mau caminho. (Can't touch this...tan nanana...)
    Só que por razões de ordem masoquista, os que me marcaram mais foram aqueles que, por algum motivo, eu não pude ter. (Can't touch this...tan nanana...)

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  24. Cara, que coisa surreal essa análise de grupo de Diego, Debinha e Natália via comments!. Um negócio que percebi é que existe uma espécie de décalage de evidências. Ex.: Sei que fui evidência para caras que hoje me são bem irrelevantes. E que não são du tout evidências para mim. Mas se não fosse assim, acho que aí não seriam evidências...

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  25. O mar é a Baía de Guanabara! HAHAHAHAHAHA, excelente ;)
    Que texto incrível, adoreeeei! haha
    Estou a seguir-te
    :*

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  26. Amei o texto!!
    Agora... boas e más notícias: após incontáveis evidências e "gosto de você, mas...", encontrei alguém que amo muito e que me diz "gosto de você e não vou a lugar nenhum" (já faz alguns anos). Mas isso foi só com 35 anos... então, não perca as esperanças e, enquanto não encontra o homem certo, divirta-se com os errados! (eles sempre rendem ao menos boas histórias) ;)

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  27. Ok, maaaaaaais uma se identificando...
    Já tive as e tais vidências e já fui algumas também... ecce hommo, né?

    Sei que é bem piegas e capaz de rapidinho eu mudar de idéia, mas sempre me senti muito pior sendo evidência... aquela sensação de "nada", de bege, de nojinho até, ao olhar alguém apaixonado por você, é... um saco.
    Por enquanto ainda prefiro ser torturada por paixões irresponsáveis e ficar rasgando o coração.

    Minha parte favorita foi a da rotina após o reaparecimento do Sr. Ev.4

    Parabéns pelo blog!

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  28. Vc estava escrevendo sobre a sua vida ou a minha? incrivel como eles só mudam de endereço!

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  29. Palavra que define: SENSASIONAL!

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  30. Rs, engraçado como um 'eu não vou a lugar nenhum' pode evoluir para um 'eu gosto de vc mas...'. Foi o que aconteceu comigo... Como diria um beatle 'o sonho acabou'. Meninas, amor também acaba e faz parte. Já que a gente não acaba junto, bora voltar a diversão com os errados, rs. E vamo que vamo!!!

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  31. Incrível texto!
    Passe lá pelo meu blog:
    querocorrercomoslobos.blogspot.com
    Beijos

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  32. Mais um texto ótimo.
    Me identifiquei com tudo (só que no meu caso as evidências 2 e 3 foram reunidas num só) até aqui:

    "Ai.
    Acho que de todos os foras, aquele foi o que mais me abalou. Porque eu vinha de um longo período de anestesia afetiva. Conhecer a Evidência nº4 foi como tomar uma injeção de epinefrina à la Pulp Fiction. De uma vez só, eu voltei a acreditar em todas as fantasias que eu alimentava anos atrás e que há tempos havia deixado de lado. E, também de uma vez só, em pleno exercício dessas fantasias, eu me vi obrigada a reprimir todo aquele sentimento e guardá-lo de volta em algum lugar obscuro onde ninguém nunca mais haveria de mexer."

    Que é exatamente onde me encontro atualmente. Hahaha

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  33. Minha evidencia n° 4 foi exatamente igual a sua, e tem o mesmo nome? Estranho, demais. HAUSHAUSHUAHSU

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  34. Não me identifiquei com nenhuma evidencia sua, me identifiquei COM VOCÊ.
    Não sei se é realmente o seu caso, mas eu sou esquizotípica, diagnosticada.
    Me identifiquei com seu eu de 15 anos, transicionando do mundo de fantasias (que eu carinhosamente chamo de DreamLand) para a realidade.
    Espero conquistar tantos sucessos (e que venham as decepções também) como você!

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  35. "Faltando poucos dias para eu ir embora, estávamos no meu quarto conversando sobre algum assunto bobo. Ri de alguma coisa que ele disse, levantei e fui até a cozinha buscar um pedaço de bolo. Quando voltei, tive uma espécie de epifania ao vê-lo deitado na minha cama. Foi ali, naquele instante, que eu soube que haveria outros depois dele."


    Acabei de ter um flash mental com umas 500 toneladas de epifanias :~

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  36. ok Natalia, como estou lendo e comentando em ordem cronológica, não sei se você vai ler esse diagnóstico, mas queria te deixar alegre e dizer que no momento alguém me diz "você é maluca! intensa! complicada demais e ainda depressiva... MAS eu te amo assim mesmo..." há esperança...

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  37. Hahahahaha... O pior são os caras que falam "gosto muito de você, mas"... E depois de 1 mês você encontra o maldito passeando de mãos dadas com a sua nova namorada no shopping! Isso é terrível! Adoro o blog Natalia e sempre acompanho os textos e também a série! Super beijo!

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